Google Flow Agent: como planejar sem gerar mídia

Prepare um storyboard em texto no Google Flow Agent. Confira a sessão, a confirmação de geração e a diferença entre consultas e ações que usam créditos.

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Google Flow Agent — demonstração de edição em lote — Google

Você quer preparar três planos para um vídeo de produto. Antes de decidir se vale gerar um clipe, precisa saber o que cada plano mostra, qual ação liga um ao outro e que referência ainda falta. O Google Flow Agent pode ajudar a organizar isso em texto no próprio projeto. Para manter a sessão no planejamento, confira a configuração de confirmação e delimite o que o agente pode propor.

Este guia usa um exemplo fictício de um estojo de ferramentas. A entrega do exercício é um storyboard escrito e uma lista de decisões pendentes. A sessão termina com o projeto conferido, sem aprovar geração de imagem ou vídeo. O roteiro usa a documentação atual do Google e pode ser repetido com outro produto ou uma cena sem dados de clientes.

Defina a entrega da sessão

Imagine que a equipe precisa explicar como um estojo é aberto e como suas peças ficam organizadas. A ideia ainda não está aprovada para produção. A sessão deve terminar com três descrições, uma para situar o estojo fechado, outra para mostrar a abertura e uma terceira para destacar a organização interna. Se faltarem detalhes do produto, a resposta deve registrar o que precisa de confirmação.

Defina a unidade de trabalho antes de abrir o Agent. “Planeje três planos em texto” tem um resultado verificável. “Faça um vídeo do estojo” pode ser interpretado como um pedido de geração. Se você quer uma lista de referências, peça nomes e descrições de referências que a equipe ainda vai reunir. Uma imagem de referência inventada agora já é outro tipo de entrega.

O Google descreve o Agent como um recurso para conversar sobre ideias, estruturar storyboards e refinar prompts. A mesma interface também pode gerar, editar ou organizar mídias. Para este ensaio, preserve a separação entre conversar sobre uma ação e mandar executá-la. Consulte o limite de consultas do plano e a configuração de geração antes do primeiro pedido. Ajuda oficial de uso do Google Flow Agent.

O vídeo incorporado é a demonstração oficial do Agent publicada pelo Google em maio de 2026. Ele mostra o painel recebendo um pedido de edição em lote para passar vídeos de dia para noite. Observe o tipo de operação que o Agent pode coordenar. O exercício a seguir para antes de qualquer geração ou edição, e o ajuste de confirmação é descrito pela ajuda atual do produto. Anúncio oficial do Google Flow Agent e demonstração em lote.

Leia também Como criar e revisar um projeto de vídeo no Flow.

Confira a confirmação antes de gerar

Em um navegador no computador, abra o Google Flow e confira qual projeto está ativo. A ajuda atual descreve o Agent para web e computador. Na caixa de prompt, ative Agent. Abra as configurações da caixa e procure Confirm before generating. Escolha Always e confira a seleção antes de escrever o pedido.

Segundo a ajuda, a configuração padrão pede permissão antes de ações que usam créditos. Em Never, o Agent pode gerar mídia e usar créditos sem pausar para aprovação. Por isso vale conferir a configuração atual mesmo em uma conta conhecida. A confirmação protege a etapa de geração que o Google descreve. Para manter o projeto de ensaio intacto, o pedido também precisa excluir edição, exclusão e reorganização de assets.

O texto da ajuda separa consultas ao Agent de mídia gerada pelo Agent. As consultas atualmente não descontam créditos do Flow, mas têm limite diário conforme o plano. A geração de mídia usa créditos e salva o resultado no projeto aberto. Confira esses dois controles quando planejar uma sessão longa. Uma conversa que cabe no limite de consultas pode sugerir uma geração que ainda exige outra decisão.

Se você não encontrar a opção de confirmação ou se a interface estiver diferente, anote o que está visível e pare antes de pedir uma ação capaz de gerar mídia. Um botão de conversa não mostra, por si só, qual comportamento de confirmação está ativo. Para este exercício, a condição de partida é saber qual projeto e qual configuração estão sendo usados.

Abra uma sessão no projeto de ensaio

Use um projeto separado, com nome fácil de reconhecer, como “Ensaio storyboard estojo”. Antes de começar, observe se a área de assets está vazia ou se já contém alguma referência de teste. Registre esse estado. Se o exercício só usa texto, uma descrição do produto basta. Deixe arquivos reais de clientes e imagens da produção fora dessa rodada.

Expanda o painel do Agent e abra o menu de sessões. A ajuda explica que as conversas são salvas automaticamente como sessões específicas do projeto. Crie uma sessão nova para o ensaio. Dê a ela um nome que indique a finalidade, como “Planejamento textual — versão 1”. Se voltar ao projeto depois, use esse nome para distinguir a conversa de um pedido posterior de geração.

Antes de digitar, confira a lista de referências já selecionadas na caixa de prompt. Se você usou o Agent em outro contexto, pode estar com um asset selecionado por engano. Para esse exercício, você precisa do nome fictício, da ação pretendida e de um texto que descreva o estojo. Uma imagem é opcional no planejamento e mudaria o conjunto de entradas que você está testando.

O estado inicial pode ser anotado em poucas linhas. Registre nome do projeto, nome da sessão, modo de confirmação e quais assets já aparecem. Se quiser acompanhar o saldo, consulte-o no perfil antes do ensaio e guarde só a informação necessária ao seu controle. O Google documenta onde ver os créditos restantes e, para assinaturas compatíveis, a atividade de consumo. Ajuda oficial para consultar créditos do Google Flow.

Se a equipe divide uma conta ou usa mais de uma ferramenta, combine quem vai observar o projeto e quem poderá aprovar uma geração em outro momento. Uma sessão bem nomeada ajuda a recuperar o plano. Ela não substitui a decisão da equipe sobre quais materiais podem ser gerados e qual projeto deve receber o resultado. Veja como registrar um ponto de passagem para decisão humana.

Peça o storyboard em texto

Descreva o produto pelo que a equipe já sabe. “Estojo pequeno, tampa que abre para cima e divisórias internas visíveis quando aberto” é uma base suficiente. Se ninguém confirmou cor, medidas ou mecanismo de fechamento, não deixe esses detalhes parecerem fatos. Peça que o Agent marque os pontos desconhecidos como pendências.

Um pedido inicial seria “Escreva um storyboard textual de três planos para mostrar um estojo fechado, a abertura da tampa e a organização das peças. Em cada plano, indique enquadramento, ação visível, objeto que deve manter continuidade e uma pergunta pendente. Entregue apenas texto nesta conversa. Não gere nem edite mídia, não altere assets e não crie uma ferramenta”. O pedido define um resultado que você consegue conferir sem depender de um arquivo produzido.

Solicite uma saída fácil de comparar. Uma tabela ou três blocos numerados funciona. Se o Agent sugerir uma imagem para cada plano, peça uma descrição escrita da imagem e coloque a necessidade no campo de referências pendentes. A distinção aparece no verbo. “Descreva a imagem de referência” cabe na sessão. “Crie a imagem de referência” muda a ação.

Para refinar, faça um pedido que preserve a parte aprovada. Por exemplo, “Mantenha os planos 1 e 3. No plano 2, mostre a mão puxando a tampa sem mudar a posição do estojo”. Confira se a resposta conserva as outras descrições. Se a revisão modifica tudo, copie a versão que funcionou para o registro e peça uma alteração menor na sessão.

Peça que o texto separe as decisões de filmagem das decisões de produção. “Plano fechado da mão sobre a trava” é uma escolha de enquadramento. “Usar foto interna da empresa” exige confirmar acesso e finalidade daquela referência. Para o estojo fictício, anote a necessidade de uma imagem da trava sem procurar ou anexar a foto real nesta sessão. Assim a conversa descreve a dependência e deixa a obtenção do material para o responsável.

Use também um caso de entrada incompleta. Descreva o estojo e a finalidade, mas deixe de informar o conteúdo interno. Uma resposta útil consegue planejar os dois primeiros planos e marca o terceiro como dependente da lista de peças. Se a resposta inventar ferramentas específicas, peça que substitua os nomes por “peças a confirmar”. Essa revisão testa se o formato ajuda a localizar o que a equipe ainda precisa decidir.

Quando houver uma dúvida que muda todo o storyboard, interrompa o refinamento e escreva a pergunta para a equipe. Se você não sabe para que lado a tampa abre, o Agent pode propor uma direção plausível. Isso ajuda a pensar numa cena, mas não confirma o funcionamento do produto. Marque a proposta como hipótese até a equipe verificar.

Revise os três planos

Uma saída fictícia poderia começar com uma visão aberta da bancada e do estojo fechado. No segundo plano, a câmera se aproxima o suficiente para ver a mão abrir a tampa. No terceiro, um plano superior mostra as divisórias. Essa sequência organiza as ações, mas ainda precisa da revisão de continuidade entre os planos. Veja de onde vem a mão, para qual lado a tampa abre e se o estojo permanece na mesma orientação.

PlanoEvidência esperada no textoPergunta pendente
1. Estojo fechadoPosição na bancada e orientação definidas.Qual face do estojo precisa ficar visível?
2. AberturaA mão chega e abre a tampa numa direção descrita.O mecanismo e a direção foram confirmados pela equipe?
3. DivisóriasO estojo permanece aberto e as peças podem ser localizadas.Quais peças precisam aparecer sem mudança de lugar?

Examine se cada plano tem uma ação que se pode filmar ou representar. “Mostrar a qualidade” é uma intenção. “Mostrar a trava fechada antes de abrir a tampa” descreve algo que alguém consegue conferir. Troque expressões abstratas por sinais visíveis. Isso ajuda a equipe a avaliar uma futura geração com o mesmo critério que usou para aprovar o texto.

Verifique a relação entre o fim de um plano e o início do seguinte. Se o primeiro termina com o estojo fechado e o segundo começa com a tampa quase aberta, pode faltar a ação que o vídeo pretende explicar. Peça que o Agent descreva o ponto de corte e mantenha o movimento que deve atravessá-lo. Você pode deixar um detalhe como “decidir no ensaio de gravação” quando a resposta depender de uma referência que ainda não existe.

Em outra rodada, peça ao Agent para revisar o próprio plano usando os critérios de continuidade e listar problemas sem reescrever tudo. Compare a lista com o storyboard. Se aparecer uma nova condição de produto, mantenha-a em pendências. O objetivo do texto é revelar decisões, não preencher automaticamente o que ainda precisa de confirmação. Veja um exemplo de critérios para avaliar o movimento de uma tomada.

Compare duas saídas textuais com o mesmo objetivo. Na primeira, o plano de abertura pode acompanhar a mão de lado. Na segunda, ele pode usar um ponto de vista superior. Escolha pelo detalhe que precisa ser visível. Se a trava fica na frente, o primeiro ângulo pode deixar o mecanismo mais claro. Se a intenção é mostrar o arranjo das peças, o ponto de vista superior ajuda depois da abertura. O plano pode mudar sem que nenhum clipe precise ser gerado para tomar essa decisão.

Transforme a versão escolhida em um gabarito curto de revisão. Anote a posição do estojo, o sentido da abertura e o que precisa ficar visível no último plano. Se alguém retomar o texto em outra sessão, peça que devolva esses três pontos antes de propor alterações. Uma divergência pode sinalizar que a sessão errada foi aberta ou que o storyboard foi reescrito sem preservar uma decisão.

Antes de concluir, procure pedidos que parecem execução escondida no texto. “Gerar três prévias para decidir depois” pode aparecer como sugestão. Passe a frase para a lista de próximos passos com responsável e condição. O storyboard pode ficar completo mesmo quando todas as etapas de mídia continuam aguardando.

Interrompa uma proposta fora do escopo

Se o Agent oferecer gerar imagens, revisar a sugestão é diferente de aceitar a operação. Leia qual ação foi proposta, quantos resultados podem ser criados e em qual projeto está trabalhando. Para esta sessão, deixe a proposta sem aprovação e responda pedindo que transforme a ideia numa lista de cenas em texto. Evite escrever “pode continuar” quando a conversa contém uma ação de mídia pendente.

Se aparecer uma interface de confirmação, não acione a opção de aprovar. A ajuda descreve a configuração que pede permissão, mas o rótulo do controle pode variar. Este exercício não depende de um botão específico de cancelar. Depende de não autorizar a geração e de conferir o que ficou no projeto antes de sair. Se alguma ação já tiver começado, registre o estado observado sem supor que mudar a configuração cancela o que foi iniciado.

Quando uma resposta traz tanto um storyboard quanto uma oferta para gerar, preserve apenas a parte textual no registro do ensaio. Escreva uma instrução explícita antes de fazer outro pedido. “Continue apenas em texto e liste quais informações faltam” dá continuidade sem aprovar a oferta anterior. Se a conversa já misturou muitas ações, abra uma nova sessão de planejamento com o mesmo projeto de ensaio e confira a confirmação novamente.

Se a equipe decidir seguir com mídia em outro momento, defina primeiro qual plano será tentado, quais referências podem ser usadas e quantas saídas foram autorizadas. Confira o modelo, a duração e o consumo previsto na interface atual. O vídeo oficial de edição em lote mostra por que o número de assets importa. Uma proposta para alterar um conjunto é diferente de preparar o texto de uma tomada. Leia como separar um pedido de geração do acompanhamento de sua execução.

Confira o projeto e os créditos

Volte à área de assets e compare com o estado inicial. Se estava vazia, confirme que continua assim. Se já tinha uma imagem de referência, confira que nenhuma versão nova apareceu. A conversa salva na sessão é o resultado previsto para o planejamento. Uma nova mídia precisa ser investigada antes de classificar o ensaio como concluído apenas em texto.

Quando fizer sentido, confira o saldo e a atividade de créditos pelos recursos disponíveis na conta. A ajuda descreve atividade detalhada para assinantes elegíveis. Se várias pessoas ou dispositivos usam o mesmo saldo, uma diferença observada durante a sessão pode ter outra origem. Use a hora e o tipo de atividade quando essas informações estiverem disponíveis, em vez de atribuir qualquer mudança à conversa de planejamento.

Se quiser criar uma condição de encerramento objetiva, confira três itens antes de fechar a sessão. A versão textual deve estar legível e identificada. O projeto deve mostrar os mesmos assets observados no início. A equipe deve saber se existe alguma proposta de ação aguardando decisão. Quando você não consegue confirmar um dos itens, deixe o resultado como parcial e registre o que está faltando.

Se você atingir o limite de consultas, guarde o texto que já conseguiu e encerre a sessão. Isso é um limite de interação com o Agent. A decisão sobre gerar mídia continua separada. Na retomada, confira se a sessão certa está aberta e use o último texto revisado como referência.

A ajuda também informa que excluir uma sessão limpa o histórico da conversa, enquanto mídias geradas permanecem nos assets. Se alguma mídia inesperada apareceu, excluir a conversa não resolve a conferência do projeto. Identifique primeiro qual item foi criado e qual decisão a equipe autorizou para ele.

Registre o que ficou decidido

Feche com um documento curto que inclua a sessão, os três planos, os detalhes aprovados e as perguntas pendentes. Para o estojo fictício, a equipe pode aprovar a abertura em plano médio e deixar a lista de peças para confirmar. Registre se o projeto continuou sem novas mídias. A pessoa que retomar o trabalho deve conseguir localizar a versão do storyboard sem abrir todas as mensagens.

Separe a decisão sobre o texto da decisão sobre a próxima ação. “Storyboard revisado” descreve o que foi entregue. “Gerar a abertura” exige que a equipe tenha aprovado as referências e a tentativa. Essa divisão evita que uma aprovação editorial seja lida como autorização para usar créditos. Se houver uma nova proposta, vincule-a a uma sessão ou versão identificável.

Para o próximo responsável, escreva um exemplo do que ainda precisa ser validado. “Confirmar a cor da trava antes de preparar a referência” é uma tarefa que alguém pode concluir. “Melhorar o visual” é uma intenção sem critério de aceite. A lista de pendências deve preservar os dados que faltam e a razão pela qual aquela informação muda um plano. Isso reduz o retrabalho entre quem planeja e quem gera.

Em trabalhos repetidos, salve as perguntas de revisão que funcionaram. Vale manter um campo para o que aparece em cada plano, outro para o que deve ser preservado e outro para o que falta confirmar. Na próxima sessão, comece pelo objetivo do vídeo e pela confirmação de geração. Quando o problema passa a ser criar uma interface que outra pessoa possa reutilizar, o procedimento muda. Veja como testar uma Tool reutilizável no Flow.

Leia também Como estruturar referências e revisão de uma produção de vídeo.

Perguntas frequentes

Consigo usar o Google Flow Agent só para planejar?

A ajuda oficial descreve planejamento e criação de storyboard por conversa. Defina o resultado como texto, confira a confirmação antes de gerar e deixe qualquer proposta de mídia sem aprovação.

O que a configuração Always faz?

Ela mantém a solicitação de confirmação antes de ações que usam créditos. Confira a opção no projeto e preserve o escopo textual no seu pedido.

Consultas em texto e geração usam o mesmo limite?

O Google informa que consultas ao Agent atualmente têm limite diário por plano e não descontam créditos do Flow. A geração de mídia usa créditos. Consulte as regras disponíveis na sua conta.

Onde encontro o planejamento depois?

As conversas do Agent são salvas em sessões do projeto. Abra o painel expandido e selecione a sessão correspondente no menu.

Excluir a sessão apaga os vídeos gerados?

A ajuda do Google informa que a exclusão limpa o histórico da sessão e mantém as mídias geradas nos assets. Confira os arquivos separadamente.

Felipe Zanoni
Felipe Zanoni

Conteúdo da Agência Café Online sobre IA e processos de trabalho.

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