Primeira sessão no Devin: planejamento e revisão de PR (textos visíveis em inglês) — Cognition / Devin Docs
Uma lista de tarefas perde utilidade quando o botão de limpar filtros deixa um campo antigo preenchido. É uma correção pequena, mas suficiente para organizar uma primeira tarefa com o Devin AI: localizar o comportamento, definir o resultado esperado, implementar uma mudança delimitada e revisar o pull request. O exemplo deste artigo é fictício; nenhum repositório foi conectado e nenhum teste de produto foi executado pela equipe.
O caminho abaixo usa três documentos oficiais obtidos e lidos em 4 de novembro de 2026. Você vai separar indexação de ambiente de desenvolvimento, preparar a investigação em Ask, delimitar a execução em Agent e conferir código, testes e CI antes de aceitar a entrega. Disponibilidade de opções, permissões e configuração da conta precisam ser confirmadas na sua organização.
Escolha uma tarefa que possa ser aceita ou rejeitada
No exemplo fictício, uma aplicação tem filtros de responsável, situação e período. O pedido é fazer o botão “Limpar filtros” restaurar os valores padrão já definidos pelo projeto. A tarefa não inclui redesenhar a tela, mudar regras de acesso ou trocar a biblioteca de componentes. Essa delimitação permite comparar o que foi solicitado com a alteração entregue.
Antes de abrir uma sessão, descreva como perceber o defeito e qual seria o comportamento correto. Registre a tela envolvida, os campos afetados e um exemplo sem dados pessoais. Se o problema não puder ser reproduzido ou explicado, comece pela investigação. Pedir uma implementação com uma hipótese ainda incerta pode produzir uma solução para o problema errado.
Uma boa primeira unidade também tem um responsável humano pela revisão. Essa pessoa precisa conhecer o comportamento esperado ou conseguir confirmá-lo com quem usa o sistema. Delegar a escrita do código não transfere automaticamente a decisão de negócio. “O botão deve restaurar os padrões” exige saber quais padrões são corretos e se existe alguma exceção intencional.
Confira a organização, o repositório e o contexto de trabalho
A documentação de ambiente do Devin trata o acesso ao provedor Git como um pré-requisito. A integração e a seleção de repositórios precisam estar configuradas antes de esperar que o agente clone e prepare o projeto. Em empresas com administração centralizada, o acesso concedido à organização também faz parte desse processo.
Confirme a conta e a organização exibidas, o repositório permitido e a referência de código que será usada na tarefa. Ter acesso a um projeto não significa que seja adequado liberar todos os demais. Para um primeiro exercício, prefira um contexto aprovado pela equipe, com dados de demonstração e um caminho de revisão conhecido. Não cole credenciais, arquivos privados ou exemplos de clientes no pedido.
Se um repositório não aparece, investigue a integração e as permissões com o administrador responsável. Não tente resolver o desaparecimento usando outra conta, copiando tokens no chat ou ampliando acesso sem necessidade. O objetivo é trabalhar no projeto autorizado, com uma trilha compreensível de quem pode executar e revisar a alteração.
Indexar o código não é preparar o ambiente
A distinção é explícita no guia oficial de indexação de repositórios. A indexação ajuda o Devin a pesquisar e compreender o código, alimentando recursos como Ask e DeepWiki. Já a configuração do ambiente prepara as ferramentas e condições necessárias para desenvolver. Um repositório pesquisável ainda pode não ter suas dependências e testes prontos para execução.
Na rota documentada, a organização administra os repositórios indexados pelas configurações do DeepWiki. É possível adicionar os repositórios conectados e acompanhar a conclusão do processamento. O guia também informa que repositórios adicionados ao ambiente são indexados automaticamente. Isso não autoriza concluir o inverso: encontrar um projeto no índice não comprova que o ambiente de desenvolvimento está pronto.
Confira também a branch relevante. A documentação explica que a indexação usa a branch padrão e permite acrescentar outras. Se a dúvida se refere a uma mudança ainda presente em outra branch, uma resposta baseada apenas no código padrão pode não representar o caso. Identifique a referência necessária e confirme se ela está incluída, em vez de interpretar uma resposta genérica como análise de qualquer versão.
Prepare ferramentas, dependências e comandos de verificação
O ambiente é o espaço em que o Devin trabalha com repositórios, ferramentas, dependências e configurações. O guia descreve snapshots usados como ponto de partida das sessões. A utilidade prática é começar de uma base preparada, em vez de depender de uma sequência improvisada de instalações a cada tarefa. Isso exige conferir se a base corresponde ao projeto real.
O procedimento apresentado na documentação permite pedir ao Devin que prepare o ambiente para o repositório. Ele investiga o projeto e propõe uma configuração em um blueprint, com sugestões que devem ser revisadas. Depois da aprovação das configurações escolhidas, uma build produz o snapshot. Essa preparação é uma atividade própria; não confunda aprovar o ambiente com aprovar uma alteração funcional no aplicativo.
Na revisão do blueprint, procure correspondência com o projeto: runtime utilizado, gerenciador de pacotes, instalação de dependências, diretório de trabalho e comandos de verificação. Confirme essas informações com os arquivos e orientações do repositório. Não aceite uma substituição de ferramenta apenas porque aparece em uma sugestão. Uma versão incompatível pode causar uma falha que parece defeito da tarefa, mas pertence à preparação.
A documentação também distingue valores de configuração de segredos. Credenciais precisam do mecanismo apropriado de Secrets, com acesso administrado, e não de texto público no prompt ou no código. Este artigo não configura esses acessos. Antes de qualquer execução real, a equipe deve decidir quais permissões são necessárias e quais sistemas não devem ser alcançados pelo exercício.
Outra ressalva importante: mudanças feitas durante uma sessão não atualizam automaticamente o snapshot de base. Se uma dependência ou ferramenta estava ausente e precisou ser ajustada, registre o problema e trate a configuração do ambiente pelo fluxo adequado. Não presuma que o próximo trabalho herdará uma correção que só existiu naquela sessão.
Transforme a intenção em um pedido verificável
Para o botão do exemplo, escreva primeiro uma descrição curta do comportamento atual e do esperado. Acrescente o que pode mudar e o que deve permanecer igual. Um pedido útil entrega ao agente referências para localizar o problema e ao revisor uma forma de avaliar a solução. A versão inicial pode ser assim:
Exemplo fictício de pedido: investigue por que o botão Limpar filtros da lista de tarefas mantém o período selecionado. Identifique os componentes e a origem dos valores padrão. Proponha uma correção pequena que restaure todos os filtros conforme os padrões existentes, sem alterar permissões, navegação ou visual da página. Antes de implementar, apresente os arquivos envolvidos e os casos que precisam ser testados.
Complete a solicitação com critérios de aceite. Neste caso: todos os filtros voltam aos padrões; a lista passa a refletir esses valores; o botão funciona depois de diferentes combinações de seleção; uma configuração vazia não provoca erro. Esses critérios são propostas autorais para o exemplo. Devem ser adaptados ao comportamento aprovado no sistema real, não copiados como uma regra universal.
Para estruturar esse documento, veja o artigo sobre como escrever um briefing e registrar orientações do projeto. A lógica de explicitar objetivo, contexto e limites é aproveitável; comandos e recursos específicos de outra ferramenta não devem ser transferidos automaticamente para o Devin.
| Ponto | O que registrar | O que evitar |
|---|---|---|
| Reprodução | Combinação de filtros que mantém o período | Dizer apenas que a tela está quebrada |
| Limite | Restaurar padrões existentes | Redesenhar o módulo junto com a correção |
| Verificação | Valores dos campos e resultado da lista | Avaliar somente a aparência do botão |
| Revisão | Diff, testes, CI e responsável | Considerar o resumo do agente como aceite |
Use Ask para entender o código e construir o plano
O guia de primeira sessão recomenda começar por Ask quando o trabalho ainda não está suficientemente delimitado. Nesse modo, a proposta é fazer perguntas sobre o código e planejar a tarefa sem alterar o código em si. Isso o torna um ponto de partida adequado para descobrir onde o comportamento é definido antes de pedir uma implementação.
Faça perguntas que produzam referências verificáveis: onde o estado dos filtros é armazenado, qual função restaura os valores padrão e como a lista recebe a atualização. Peça que a resposta aponte os arquivos e explique a relação entre eles. Depois, confira se as referências realmente pertencem à área do problema. Uma explicação bem escrita não basta quando se apoia no componente errado.
Use o contexto específico disponível, como menções a arquivos e repositórios, sem inserir informações sensíveis desnecessárias. A documentação apresenta menções como forma de reduzir ambiguidade. Elas ajudam a apontar o alvo, mas não resolvem sozinhas uma descrição imprecisa. “Olhe este arquivo” ainda precisa vir acompanhado da pergunta ou do comportamento que interessa.
Ao receber o plano, examine a menor alteração proposta, as hipóteses e os testes. Se ele sugere refatorar grande parte da tela para corrigir um filtro, peça uma justificativa e uma alternativa delimitada. Se o diagnóstico permanece incerto, mantenha a investigação nessa etapa. A passagem para execução deve acontecer quando o escopo estiver compreensível para quem vai revisar.
Passe para Agent com uma tarefa delimitada
Ask e Agent têm papéis diferentes no procedimento descrito pela documentação. Agent é a etapa em que o Devin pode escrever código, executar comandos, trabalhar com o navegador e realizar tarefas de implementação. A rota apresentada permite elaborar o pedido a partir da conversa em Ask e encaminhá-lo ao Devin para execução. Confirme o conteúdo encaminhado, em vez de assumir que uma discussão extensa virou um pedido preciso.
Antes de iniciar, confira novamente o repositório, a referência de partida e o objetivo. Deixe explícitos os limites aprovados e os critérios de aceite. No exemplo, a execução continua restrita ao botão de limpar filtros e aos testes necessários. Uma sugestão surgida na conversa, como trocar o componente de calendário, não passa a integrar o escopo apenas porque foi mencionada.
Não há neste guia uma receita de seletor de modelo que valha para todas as contas. A própria documentação consultada apresenta descrições diferentes de opções de agente, além de controles administrativos de disponibilidade. Confira o que está efetivamente disponível na sua organização e as condições aplicáveis. O procedimento de preparar, executar e revisar permanece importante independentemente do nome exibido no seletor.
Também não trate a inicialização de Agent como permissão para qualquer ação externa. Defina previamente o que o trabalho pode acessar, alterar ou publicar. Se a tarefa exige uma decisão que não constava do pedido, o responsável deve avaliá-la. O exemplo não precisa de deploy nem de acesso a dados reais para investigar uma função de interface em um ambiente de desenvolvimento adequado.
Acompanhe a sessão e diferencie progresso de desvio
Observe se o trabalho continua ligado ao plano. Instalar uma dependência ausente, alterar um arquivo inesperado ou receber uma falha de teste são acontecimentos que merecem explicação. Eles não demonstram, sozinhos, que a tarefa falhou ou que precisa de um escopo maior. Primeiro identifique se o problema está no ambiente, no código existente ou na nova alteração.
Quando houver uma dificuldade, peça um relato concreto: comando executado, resultado observado, motivo provável e próximo passo proposto. Evite responder apenas “tente de novo” quando a repetição não acrescenta informação. Para um teste que falha por configuração ausente, repetir a mesma execução sem corrigir a condição não transforma o resultado em evidência de funcionamento.
Mantenha uma mudança por hipótese quando estiver investigando um defeito pequeno. Se a sessão altera simultaneamente o tratamento de datas, o estado dos filtros e o layout, a revisão perde a capacidade de atribuir o resultado a uma causa. Uma solução menor pode ser mais fácil de compreender, testar e desfazer. Esse é um critério de revisão do trabalho, não uma limitação técnica geral do Devin.
Revise o pull request antes de aceitar o resultado
O pull request reúne a proposta de alteração em um lugar que a equipe pode revisar. O guia oficial descreve um fluxo integrado de branches, criação de PR e acompanhamento de CI. A existência desse fluxo não torna o PR uma aprovação automática. O responsável ainda precisa entender o que mudou e decidir se a proposta atende ao pedido.
Comece pelo diff. Veja quais arquivos foram modificados, procure alterações fora do escopo e confira se houve mudanças em dependências, configurações ou permissões. Compare o resultado com o plano aprovado. No exemplo, uma edição no componente dos filtros pode ser esperada; uma alteração no login ou na política de acesso precisaria de uma justificativa e de revisão própria.
Depois examine o comportamento. O botão limpa também o período? A lista recebe os novos valores? Os padrões usados vieram da configuração existente ou foram inventados na implementação? Uma solução pode remover o sintoma e ainda mudar uma regra importante. O texto de descrição do PR deve ajudar a localizar essas decisões, sem substituir a leitura do código e a verificação do sistema.
Solicite uma descrição que apresente o problema, a solução proposta, os testes executados e as limitações conhecidas. Se algo não foi testado, isso deve aparecer com clareza. “Parece correto” e “foi verificado” são afirmações diferentes. Para aprofundar essa conferência, consulte o guia de testes, correção de bugs e revisão de código com IA, mantendo as particularidades de cada produto.
Confira o que os testes e o CI realmente verificam
No caso fictício, uma verificação útil compara os valores dos três filtros antes e depois do clique e observa a atualização da lista. Testar somente se o botão aparece na tela não cobre o defeito descrito. A escolha do teste deve seguir o risco e o comportamento da alteração. Evite exigir uma bateria enorme sem relação com o problema ou aceitar uma checagem superficial como cobertura suficiente.
Inclua situações que possam revelar diferenças: filtros com valores, filtros já no padrão e alteração repetida de seleção antes de limpar. Se o período envolve uma regra própria do sistema, confira seus limites com o responsável. Não deduza o resultado esperado a partir da implementação nova; use o comportamento aprovado. Caso contrário, um teste pode apenas repetir a mesma decisão errada do código.
Leia os resultados do CI com a mesma atenção. Uma execução verde informa que aquelas verificações terminaram com sucesso nas condições configuradas. Não comprova automaticamente todos os fluxos de negócio, a aparência em qualquer tela ou a ausência de erro em produção. Se uma verificação foi pulada ou não pôde executar, registre essa condição e resolva a pendência pertinente antes do aceite.
Este artigo não executou esses testes. O exemplo serve para mostrar como formular a conferência, não para apresentar um resultado obtido no Devin. No trabalho real, guarde o registro do que foi executado e associe-o à versão revisada. Um teste de uma alteração anterior não deve ser apresentado como validação de uma nova proposta que mudou depois.
Peça correções específicas e encerre com um responsável
Quando encontrar um problema, descreva a divergência com precisão. “O responsável e a situação voltaram ao padrão, mas o período permaneceu selecionado; corrija esse campo preservando os demais comportamentos” permite uma resposta mais verificável do que “ainda está ruim”. A correção precisa ser novamente comparada com o pedido e com os testes relevantes.
Confirme também se o ajuste alterou o contexto de revisão. Um novo commit pode mudar o diff, os resultados de teste e o estado do CI. Não preserve o aceite de uma versão anterior como se cobrisse qualquer modificação posterior. Refaça as conferências afetadas e registre o que continua pendente. O tamanho do retrabalho deve acompanhar a mudança, sem repetir mecanicamente tudo nem ignorar um risco novo.
Ao fechar a tarefa, registre a decisão sobre o PR, as verificações consideradas e quem assumiu a aceitação. Merge, deploy e acompanhamento posterior seguem o processo da equipe; não são sinônimos de o agente ter terminado sua mensagem. Para outras rotinas, o guia de configuração do Hermes Agent ajuda a discutir a relação entre ferramentas e permissões, sem sugerir integração automática entre os produtos.
O que observar na demonstração oficial
A demonstração vinculada à página oficial de primeira sessão tem aproximadamente um minuto e cinquenta e sete segundos. Os trechos visuais conferidos mostram a abertura da sessão, um pull request com alterações e uma orientação visível para testar no navegador. Há textos de interface e legendas visíveis em inglês. O áudio e seu idioma não foram aferidos pela equipe.
O vídeo ilustra o procedimento do fornecedor e não representa um teste nosso em um repositório real. A reprodução da fonte foi conferida em desktop e celular, mas a presença de uma demonstração não garante que toda conta terá a mesma configuração ou que qualquer tarefa produzirá o mesmo resultado. Use as cenas para reconhecer etapas, mantendo a revisão humana do contexto, do código e dos testes.
Perguntas frequentes sobre Devin AI
Indexar o repositório deixa o Devin pronto para executar testes?
Não necessariamente. A indexação atende à pesquisa e à compreensão do código em recursos como Ask e DeepWiki. O ambiente prepara ferramentas, dependências e configurações para o trabalho de desenvolvimento. A documentação distingue os dois processos; confira ambos antes de atribuir ao agente uma tarefa que dependa de executar o projeto.
Quando devo sair de Ask e usar Agent?
Quando a investigação tiver produzido um pedido compreensível, com objetivo, contexto, limites e critérios de aceite. O guia oficial recomenda Ask para perguntas e planejamento e Agent para implementação. Revise o conteúdo encaminhado à execução; uma conversa longa ou uma resposta confiante não comprovam que o escopo está resolvido.
Existe um modelo ou agente obrigatório para seguir este procedimento?
Este guia não estabelece uma escolha universal. As opções e os controles de disponibilidade precisam ser conferidos na organização, e a documentação consultada apresenta descrições distintas de seletores. Use a configuração aprovada pela equipe e avalie as condições correspondentes, sem presumir que qualquer nome estará disponível para todas as contas.
Posso aceitar o pull request quando o CI estiver verde?
O resultado do CI é uma parte da revisão. Confira quais testes foram executados, examine o diff e compare o comportamento com os critérios aprovados. Um resultado verde não substitui a decisão humana sobre regra de negócio, escopo e entrega. Merge e publicação continuam sujeitos ao processo da equipe.
As alterações de uma sessão atualizam automaticamente o ambiente de base?
O guia de ambiente informa que as sessões começam a partir de snapshots e que suas mudanças não persistem de volta ao snapshot. Se o trabalho revelar um problema de preparação, trate a configuração do ambiente pelo fluxo próprio. Não confunda a proposta de código registrada em um PR com a atualização da imagem usada para iniciar novas sessões.